18 May 2024


Ana Carolina Serra: "Ficamos felizes em poder transformar a vida das pessoas"

Publicado em Política
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A primeira-dama de Santo André e deputada estadual, Ana Carolina Barreto Serra, em entrevista exclusiva, relembra os desafios iniciais da reativação do Fundo Social, a implantação do Núcleo de Inovação Social e revela que programas executados como Moeda Verde, o Moeda se tornarem um patrimônio da cidade, por meio de lei municipal. Ao completar um ano como deputada, avalia que ter sido eleita a surpreendeu positivamente. “É um reconhecimento de um trabalho que sempre foi feito de coração”, diz.  Também garante que o trabalho pela cidade irá continuar, mesmo quando o mandato do seu marido e prefeito Paulo Serra se encerrar. Também comenta sobre uma possível candidatura à prefeita, em 2028 ou o terceiro mandato de Serra. Confira.

Folha do ABC- O Fundo Social de Santo André foi criado em 2009, mas pouco tempo depois, foi desativado. Em 2017, a sra. não só o reativou, mas complementou a sua atuação com o Núcleo de Inovação Social. Qual foi a situação encontrada e como está hoje?

Ana Carolina Serra- Na verdade ele não era atuante com sede, em 2009 ele foi recriado, mas ele não tinha uma sede, não tinha um local de funcionamento, ele existia praticamente na lei e em algumas ações pontuais.

Então, a ideia a partir de 2017 foi justamente ter uma sede do Fundo Social e que ele oferecesse cursos permanentes, nada muito pontual, como acontecia em algumas localidades, com critérios bem definidos, etc. Trabalhamos na reconstrução do Fundo Social, voltado para a qualificação profissional, sempre trabalhando em parceria com as demais secretarias da Prefeitura.

A ideia foi ampliar um pouquinho essa atuação dele, trazendo outros atores sociais para participar, como a iniciativa privada, o terceiro setor e poder expandir projetos que tínhamos da reabertura, também do Banco de Alimentos, que, agora, no dia 19 de abril, comemora a sua reabertura, e também trazer a questão da sustentabilidade e o do engajamento social com a participação de todos os atores sociais, da iniciativa privada, o poder público, o terceiro setor, sociedade civil organizada e as pessoas que sempre quiseram ajudar de alguma forma, mas não conheciam o canal e que elas pudessem colaborar com quem mais precisa.

Folha- A sra. é uma das mais jovens primeiras-damas da cidade. Qual o maior desafio que a enfrentou ao longo desses anos, a maior conquista e como a senhora vê a evolução da Ana Carolina de 2017 para a de 2024?

Ana Carolina- Hoje, a gente consegue entregar não só um fundo social atuante, com sede, com cursos perenes permanentes, voltados para a qualificação profissional das pessoas, voltados para o bem-estar das pessoas porque existem pessoas que não nos procuram apenas para se qualificar e ir para o mercado de trabalho. Nós, através de uma grande parceria com a secretaria de Educação, com a Secretaria de Obras e as entidades sociais, temos ampliado a atuação do Fundo Social de modo que ele não fique em um ponto só da cidade, que ele fique mais próximo das pessoas, que tenham interesse nas ações que o Fundo Social oferece.

Em relação à questão da dificuldade que a gente encontrou foi bastante no início, porque as pessoas não acreditavam muito no trabalho no trabalho do Fundo Social como política pública efetiva. Principalmente, quando na cidade ele não tinha um histórico de atuação importante.

Então, o primeiro trabalho foi buscar o resgate da confiança das pessoas, não só no trabalho do poder público, mas acima de tudo, em uma política social, que é muito mais ampla que a política assistencial.

Já a maior conquista, tenho certeza que foi tornar isso não só um programa de governo, mas tornar o Núcleo de Inovação Social com o Banco de Alimentos, os cursos de qualificação, o Moeda Verde, o Moeda Pet, todos esses programas, se tornarem um patrimônio da cidade.

O governo vai deixar de existir, mas eles são agora uma garantia, um direito do cidadão, porque eles foram aprovados em lei, através da Câmara Municipal. Então, isso é algo que fica, que a gente deixa para a cidade e para todos os munícipes.

E como eu vejo a evolução da Ana Carolina? É a confiança no trabalho do poder público. Vemos que todo o trabalho é feito por pessoas e quando a gente acredita naquilo que fazemos e tem vontade de buscar efetividade e, no meu caso, principalmente, a questão da política social, agora, tenho mais convicção de que a política social, ela de fato, transforma a vida das pessoas e colabora muito no desenvolvimento econômico da cidade.

Folha- Com o seu trabalho, a sra. conseguiu bater recorde de arrecadações, influenciar outras cidades a se espelharem nos seus projetos sociais. Mas, muito além disso, a sra. conseguiu despertar o sentimento de ajudar o próximo, de ajudar quem mais precisa. Como avalia isso?

Ana Carolina- Na verdade, o que eu particularmente percebi em 2017, na verdade, desde 2016, durante a campanha, é que as pessoas queriam ajudar a cidade, mas elas não sabiam como e cada um pode ajudar de diversas formas. Não precisa ser sempre da mesma forma. Pode ajudar com o trabalho, com a divulgação de um projeto, ou com uma doação, não necessariamente com a doação de alimentos, mas muitas vezes com a doação de um item que está sobrando em casa. Recebia muitas ligações de pessoas que estavam se desfazendo de alguns móveis e que queriam entregar para pessoas que precisavam, mas não tinha conhecimento de entidades e pessoas que faziam este trabalho.

Então, o que fizemos foi justamente canalizar e ser essa ligação entre quem quer ajudar e quem precisa receber essa ajuda. Acho que, o que acabamos deixando de política pública é que o Núcleo de Inovação Social, ele passa a ser um instrumento de fortalecimento do trabalho social na cidade, que é feito pelas entidades do terceiro setor, um trabalho de muito tempo, que é muito bonito e exemplar para outros municípios, mas que são feitos por terceiros, que suprem um papel que o poder público muitas vezes não alcança e que é deficitário do poder público e mostra que essa união é efetiva e pode, de fato, transformar a vida das pessoas.

Folha- Todo esse trabalho que a sra. executou gerou resultados, também foi eleita como a deputada estadual mais bem votada de todo o ABC e, inclusive, já completou um ano de mandato. Poderia nos dizer o que acha disso?

Ana Carolina- Isso é algo que acabou me surpreendendo, positivamente, obviamente, porque é um reconhecimento de um trabalho que sempre foi feito de coração, feito voluntariamente e acabei utilizando um pouco do meu conhecimento para colocar em prática essas ações na minha cidade, como cidadã mesmo, como voluntária e com a vontade de transformar a vida das pessoas.

E nunca tive a pretensão política de assumir qualquer tipo de cargo, seja ele em secretaria, no executivo municipal, ou no legislativo municipal, ou estadual. Nunca me imaginei com essa pretensão e a candidatura surgiu justamente do pedido das pessoas para que elas tivessem um representante nesta área e isso foi algo que me surpreendeu. Aceitei o desafio, porque nunca foi algo do qual eu tive vontade, me propus a fazer.

Estou muito feliz, não só pelo reconhecimento, mas pela oportunidade do trabalho. Sinto-me muito realizada no trabalho da Assembleia Legislativa, que é desafiador, sim, sem sombra de dúvida.

E também com muita vontade de colocar, ainda mais novos projetos em prática e, mais do que isso, ampliar esses projetos que já se mostraram que são possíveis de se realizar, de fazer, de concretizar em Santo André.

Folha- Quando o mandato do sr. seu marido e prefeito e da senhora como primeira-dama, se encerrar, a população pode esperar a continuação de todo esse trabalho na cidade, no caso, da senhora como deputada?

Ana Carolina- Sem sombra de dúvida. É algo que me motiva sempre e o fato dele deixar o Executivo não vai alterar em nada o fato de podermos trabalhar, não só pela cidade de Santo André, mas por toda a região do ABC e também pelos outros municípios do Estado, porque foram políticas públicas que deram certo, que se mostraram efetivas, e que em outros municípios, até de outros estados, vêm buscar essas ideias e a gente fica muito feliz por poder compartilhar essas ideias, por poder adaptar essas ideias, também, às realidades dos municípios com realidades diversas, mas com isso, de fato, poder transformar a vida das pessoas.

Folha- E com todo esse trabalho do casal, os moradores de Santo André podem esperar um retorno do casal, ou da senhora como prefeita no futuro?

Ana Carolina- Eu acredito que a questão da colocação da candidatura, quer minha, quer dele, não é algo que parte de uma vontade pessoal. Isso eu acredito que o tempo vai dizer. Se for da vontade das pessoas. Ela não pode ser uma decisão unilateral ou uma decisão imposta. Precisa ir, assim como foi a minha candidatura a deputada estadual. Foi na conversa, no diálogo. Então, a gente acredita muito nisso, no diálogo com as pessoas, na vontade das pessoas escolherem os seus representantes.

Então, acredito que não basta dizer simplesmente: Ah, eu quero e pretendo ser, precisa ter aceitação e o diálogo com as pessoas, antes de qualquer tomada de decisão.

Folha- Qual o maior presente que a sra. gostaria de dar para Santo André nestes 471 anos? Como deputada e também primeira-dama?

Ana Carolina- Acredito que o meu compromisso com o trabalho pela cidade. Este é um presente diário, um esforço diário que fazemos com muito prazer, com muita alegria e, acima de tudo, em deixar esse legado e espalhar essa vontade do cuidado com a cidade para todas as pessoas e para todos os andreenses. Isso precisa ser contagiante, não adianta ser feito por uma única pessoa. Então, ele precisa se espalhar e junto com o trabalho de muitas pessoas reunido, conseguimos um resultado mais rápido, mais duradouro e mais efetivo. 

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