16 Feb 2019

 Reforma

Por mais expectativa que analistas e a mídia façam, a Reforma da Previdência, cujo projeto deverá chegar em breve ao Congresso, ao que tudo indica, não deverá ser votada tão cedo, mantendo a tradição nacional de adiar reformas desde o governo de Fernando Henrique. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou, nessa semana, que ela poderá ser votada na segunda quinzena de maio deste ano, entretanto é preciso “ter voto” para aprová-la.

 

Reforma I

Isso, mesmo após o levantamento do Instituto FSB Pesquisa ter apontado que a Reforma conta com apoio de 83% dos parlamentares do Congresso, sendo 82% de aprovação na Câmara e de 89% no Senado. O curioso é que quando questionados sobre o prazo para ser votada, os parlamentares já se demonstraram tão otimistas assim. Cerca de 58% dos deputados federais e 60% dos senadores acreditam que a proposta possa ser votada ainda no primeiro semestre.

 

Facções

Em ação muito bem organizada, integrada e executada, entre, governo federal e estadual, que já haviam sinalizado a intenção de intervir contra as facções criminosas, foram transferidos, na quarta (13), o principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como 'Marcola', e outros 21 membros da cúpula da facção criminosa para presídios federais. Os criminosos foram levados para Mossoró, Brasília e Porto Velho. O objetivo é ‘desarticular momentaneamente a cúpula da facção’.

 

PEC

A deputada federal, Bia Kicis (PSL), colhe assinaturas para a PEC que revogaria a PEC da Bengala e forçaria os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a se aposentarem novamente aos 70 anos. Atualmente, os ministros se aposentam aos 75 anos. Se aprovada, o presidente Jair Bolsonaro nomearia quatro magistrados na Suprema Corte, contra apenas dois previstos na regra atual. Ricardo Lewandowski, Rosa Weber (ambos com 70 anos) seriam aposentados automaticamente.

 

Capital

O Banco Votorantim poderá abrir seu capital na bolsa e fazer uma oferta pública de ações (IPO) ainda neste ano, segundo publicou O Estado de S.Paulo. Em 2018 a instituição atingiu o patamar de R$ 1 bilhão de lucro líquido. Porém, o presidente do Votorantim, Elcio Jorge dos Santos, diz que não há nenhuma posição oficial neste sentido.

 

Construção

O setor de construção civil, duramente afetado pela crise econômica desde 2014, projeta uma retomada em 2019, com a expectativa que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional possa avançar 2,5% neste ano e ainda baseado em estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na qual o Sindicato da Indústria de Construção do Estado (Sinduscon-SP) estima que o setor poderá crescer 2% em 2019.

 

Cobrança

Em evento sobre Segurança, na última semana, uma munícipe puxou o vice-prefeito de São Bernardo, pelo braço e, em alto e bom som, cobrou a entrega de moradias populares no Jardim Tiradentes. Segundo a munícipe, que disse esperar pelo benefício há dez anos, a atual administração prometeu a entrega dos apartamentos em janeiro e, então, adiaram para fevereiro. Agora, o vice prometeu a entrega para março.

 

Tribunal

A Câmara de São Bernardo aprovou, na quarta (13), projeto de resolução, que modifica o regimento interno da Câmara para conceder direito à defesa durante processo de análise de pareceres do TCE (Tribunal de Contas do Estado) dentro do Legislativo. Com a nova regra, o tempo para que a Comissão Mista (formada pelos líderes das legendas) emita o parecer sobre o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) cairá de 20 para 15 dias. Assim, os acusados terão 10 dias para emitir defesa.

 

Afinidade

A edição 2.045 do ‘Notícias do Município (NM)’, de 8 de fevereiro, publicou que foi aprovada lei pela Câmara de São Bernardo, de autoria do Executivo, que denomina uma nova nomenclatura para nomeações: cargos isolados de provimento em comissão, direção e assessoramento. Divididos em Assessor de Direção, Diretor de Divisão, Diretor de Seção, Assessor de Governo e Assessor de Políticas Públicas, têm em comum como exigências do cargo “estrita confiança, decorrente de afinidade pessoal e profissional e alinhamento político com o Plano de Governo”.

 

Volta

Os municípios de Diadema, Rio Grande da Serra e São Caetano irão retornar ao Consórcio Intermunicipal do ABC. A intenção foi sinalizada, na terça (12), após reunião mensal, na qual foi apresentada proposta para um novo modelo para o Consórcio. As medidas foram anunciadas pelo presidente, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que ainda destacou a proposta de reduzir o repasse dos municípios para 0,15% da receita ordinária líquida, ante ao 0,17% da gestão anterior do prefeito Orlando Morando.

 

Manobra

O Consórcio, que estava enfraquecido após a saída de três Prefeituras, começa a se reerguer. Paulo Serra, com “seu novo modelo de gestão”, pretende renegociar dívidas dos municípios para efetivarem a volta à entidade. Diadema, que foi a primeira cidade a sair do grupo, soma cerca de R$ 10 milhões em débitos com a entidade. Serra propôs um Programa de Recuperação Fiscal para que o valor devido das cidades seja pago em 72 parcelas (6 anos).

Em apenas dois meses de 2019, já tivemos dois trágicos acidentes, com diversas vítimas fatais, que poderiam ser muito bem evitados: o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG); o trágico incêndio que matou dez adolescentes no Ninho do Urubu do clube Flamengo, no Rio de Janeiro. Esses são apenas dois exemplos de como funcionam as coisas no Brasil.
E, por conivência da mídia, que acaba fazendo, na sua maioria, uma cobertura sensacionalista, propagando o “showrnalismo”, ou seja, fazendo da notícia um verdadeiro espetáculo, como escreveu o jornalista José Arbex Júnior; com reportagens ricas em imagens das tragédias, com depoimentos em lágrimas dos sobreviventes ou familiares que perd-ram entes, replicando diversas mensagens de lamento de personalidades e celebridades nacionais e internacionais publicadas em suas redes sociais.
Mas, o que realmente seria fruto do verdadeiro trabalho jornalístico de apuração, investigação, com informações sobre punição dos culpados, acaba ficando para o âncora complementar a reportagem com uma breve frase. Ou são inseridas de maneira rápida e sucinta no final da matéria.
Em Brumadinho, 165 mortes foram confirmadas e 160 pessoas seguem desaparecidas. Somente, na segunda (11), que o Ministério de Minas e Energia (MME) determinou a abertura de processo administrativo para apurar o rompimento da barragem. A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de mais R$ 800 milhões nas contas da Vale S.A. para assegurar pagamentos e indenizações trabalhistas a vítimas. Ao todo, a Vale já teve cinco bloqueios de recursos, totalizando R$ 12,6 bilhões. Porém, segundo consta a preocupação dos empresários da companhia é com a expansão das minas do Córrego do Feijão, onde ocorreu o desastre, pois obtiveram autorização do governo de Minas Gerais. Afinal, as intervenções aumentariam a capacidade produtiva em quase 70%, passando dos atuais 10,6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para 17 milhões.
Já no Flamengo, reportagens foram publicadas pela Rede Globo e pelo site de notícias G1 em defesa do clube, afinal, não foi falta de investimento, pois o clube, nos últimos seis anos, elevou muito o investimento nas categorias de base. Em 2013, verba direcionada às divisões juvenis rubro-negras foi de quase R$ 4 milhões. Neste valor há custos com alojamento, alimentação, transporte, vestuário, comissão técnica e o que mais envolver jovens jogadores. As temporadas se passaram com reajustes em todas elas, sempre para cima, até chegar a pouco mais do que R$ 19 milhões em 2018 – a considerar apenas nove meses entre janeiro a setembro.
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, só se manifestou sobre a tragédia da história do clube, passadas mais de 36 horas do acidente. Para ele, os picos de energia após o temporal que caiu sobre o Rio de Janeiro, entre quarta e quinta-feira da última semana, resultaram nos curtos-circuitos no alojamento das divisões de base do clube. Porém, vale lembrar que o “Ninho do Urubu” está descrito como estacionamento no último projeto de licenciamento aprovado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em abril de 2018. E, em um intervalo de pouco mais de um ano, a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio multou o Flamengo 31 vezes por irregularidades no Centro de Treinamento do Ninho.
A impressão que fica, e que se confirme, evidentemente, é que no Brasil, não há interesse, por parte do poder público ou privado, em prevenção, não há investimentos para se evitar futuras tragédias. Só se faz algo depois que o sangue de vítimas inocentes é derramado, que vidas são brutalmente tiradas. No Brasil, reina o acaso, e enquanto ele permitir, nada irá acontecer, afinal, “Deus me livre, vire essa boca pra lá”.

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Uma questão deflagradora de inúmeros problemas brasileiros é o fato de a política partidária ser considerada profissão, não múnus público. É o que explica a nossa condição de inferioridade em relação ao Primeiro Mundo. Estamos sempre nos últimos lugares dos rankings de desenvolvimento, progresso, conforto, bem-estar, cultura e educação. Nos primeiros estão os de sempre : Escandinávia, Canadá, Coreia, Cingapura e até a China.
O idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew, esteve há pouco na Suécia e verificou o motivo pelo qual o país é campeão em área social, econômica, ambiental e ética. Foi um país paupérrimo no início do século 20. Hoje dispara como Nação privilegiada.
Constatou que a Suécia obteve alguns consensos. O primeiro deles: a urgência na redução das desigualdades. Estas são combatidas mediante um processo educacional consistente. Há elevados índices de confiança entre pessoas e organizações públicas e privadas. Todos querem o sucesso da empresa em que trabalham e a gestão partilhada é realidade em todos os setores.
Mas, principalmente, “a política não é vista como profissão, mas como oportunidade de servir a comunidade. As mordomias são mínimas, vereadores não ganham nenhuma remuneração. São muito poucos os cargos de confiança indicados pelos políticos. As políticas públicas são tocadas por funcionários de carreira que servem sucessivos governos. Não existe foro privilegiado, aposentadorias especiais, etc. os políticos pedem demissão de vergonha ao menor deslize ético” (“Lições da Suécia, FSP, 29.6.18).
Está explicada a diferença entre Brasil e Suécia. Lembro-me de quando a Rainha Sílvia foi dar à luz à sua primogênita, herdeira da Coroa. Foi dirigindo seu veículo. Assim como a família real viaja em avião de carreira, sem comitiva, sem equipe precursora, sem o aparato de segurança dos subdesenvolvidos.
Nenhuma a possibilidade de reduzirmos o fosso intransponível que existe entre Suécia e Brasil. Aqui, pensa-se em criar mais municípios, com suas estruturas, com seus quadros em comissão, com sua fome insaciável e permanente insatisfação, dado o quadro de indigência da maior parte da população. A insensatez cresce em paralelo à miséria. Quem ousa negar que nos encontramos numa triste encruzilhada?

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Muitos estudos examinaram os riscos para a saúde associados às viagens espaciais: riscos elevados de câncer, radiação desagradável e perda de densidade óssea. Para piorar as coisas, viajar pelo espaço em gravidade zero por períodos prolongados pode prejudicar os cérebros dos astronautas: um novo estudo na revista JAMA Neurology descobriu que voos espaciais estavam associados a mudanças na matéria branca – tecidos nervosos da fibra do cérebro responsáveis pela aprendizagem e outros funções importantes.
Os pesquisadores analisaram exames de ressonância magnética de 15 astronautas que passaram até 200 dias na Estação Espacial Internacional, antes e depois das missões. Nós já sabíamos que, em gravidade zero, a água ao redor do cérebro se redistribui, fazendo com que o cérebro se movesse para cima dentro do crânio.

Mudanças na Matéria Branca
Mas com a nova pesquisa descobriu-se que esse fenômeno pode fazer com que a massa branca envelheça mais rapidamente. “As mudanças na substância branca foram de maior magnitude do que aquelas tipicamente vistas durante o mesmo período com envelhecimento saudável”, diz o artigo.
Ainda mais preocupante: o efeito torna-se mais intenso, quanto mais tempo você passa no espaço. “(As mudanças) foram maiores com durações de missões espaciais mais longas, e mudanças cerebrais maiores foram correlacionadas com maiores declínios de equilíbrio”, disse a co-autora e professora de fisiologia aplicada e cinesiologia da Universidade da Flórida, Rachel Seidler, em entrevista à revista Popular Science.

Conclusões
E quanto mais tempo o homem passa no espaço, mais pronunciados são os efeitos negativos da gravidade zero, segundo explicou Rachel Seidler, co-autora das pesquisas e professora de Fisiologia Aplicada da Universidade da Flórida, em entrevista à revista Popular Science. "As consequências dessas mudanças cerebrais são desconhecidas neste momento", disse Seidler.
Mas nem tudo é ruim. O efeito foi significativamente reduzido em astronautas que já estiveram no espaço, sugerindo que o corpo pode se adaptar à microgravidade.
Ainda assim, é um problema sério o suficiente e deve garantir mais pesquisas. Afinal, o voo espacial consecutivo mais longo foi de apenas 342 dias - pouco menos de um ano. Isso significa que Seidler e sua equipe, ainda têm a maior parte do trabalho pela frente.
JAMA Neurology é uma revista médica peer-reviewed (cuidadosamente revisada) publicada pela American Medical Association (Associação Médica Americana, classificada como periódico de "neurologia clínica".

Rastejando na lama

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Extraio da Folha de S. Paulo a matéria deste sábado. Trata-se de interessante história do cadete Leandro Nogueira, 29 anos, formado engenheiro elétrico pela USP de São Carlos e hoje fazendo parte da tropa acadêmica do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Paulista de Avaré, deixou emprego no Banco Itaú, para prestar serviços como bombeiro, hoje fazendo parte do grupo de oficiais que teve atuação destacada nos trabalhos de procura e resgate de sobreviventes da tragédia de Brumadinho. Rastejou na lama e com orgulho declarou à Folha em sua edição de 12 desde corrente mês de fevereiro: “Sem dúvida, rastejar é a parte mais desgastante. Parece que a gente não sai do lugar. A lama gruda no fardamento e pesa bastante. Quando estou rastejando penso que tenho que cumprir a missão. Penso nas pessoas que posso ajudar e que estou lá para isso“.
Leandro é paulista, único entre os 56 cadetes a integrar a tropa acadêmica  do Corpo de Bombeiros do Curso de Formação de Oficiais  do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, onde ingressou por concurso depois de cursar e formar-se em  engenharia elétrica pela USP de São Carlos. Exemplo evidente de vocação de bombeiro profissão  que adotou depois de terminando o curso especial a que se dedicou estudando oito horas por dia.
Em Brumadinho, conta ele, “faço parte da tropa acadêmica, com uma rotina diferente das outras tropas do Corpo de Bombeiros”. Ressalta a importância da participação dos cadetes no desastre que comoveu o Brasil, onde o trabalho deles vai das 6hs até antes de o sol se pôr, pois com a ausência de luz os riscos aumentam e as buscas são ineficientes. Falando de sua ansiedade para trabalhar em Brumadinho conta que ficou sem dormir na noite anterior, mas ressalta como acha importante rastejar na lama nos treinamentos para manter o preparo físico sempre em dia, “pois a gente tem que fazer muita força nos braços para puxar o corpo com o auxílio do cajado porque as pernas começam a afundar”. Além da lama em si temos que transpor muros altos e cercas e enfrentar a desidratação”. Diz também que o trabalho para salvar pessoas que estão em risco de vida oferece grandes desafios, mas vale a pena o sacrifício.
Afinal, que motivos teriam levado esse jovem engenheiro a tal situação de verdadeira renúncia a uma vida pacata, sem riscos, para dedicar-se à salvação de vidas em perigo de  se perderem. É uma vocação. Eis aí o lado positivo da condição humana: a solidariedade em primeiro lugar, mesmo a custo tão elevado, nem sempre reconhecido. “Penso nas pessoas que posso ajudar e que estou lá para isso”.  Haverá, em nossos tempos, outros tantos exemplos edificantes de uma entrega gratuita, arriscada, rastejando na lama para salvar vidas?

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A data comemora a chegada dos primeiros imigrantes italianos ao Brasil, assim homenageando os que seguidamente aqui aportaram nos rincões onde se fincaram, formando a grande colônia que proporcionou e impulsionou o desenvolvimento e progresso da nação, com a força do trabalho, costumes e tradições. A influência traduz significamente a imensurável contribuição dos oriundi,  pois integraram  todos  os segmentos e aspectos da vida nacional. Retornando à história, por volta do século XVIII, os italianos alcançaram a   libertação do jugo austríaco, pois em 17 de março de 1861, com a Unificação da Itália, após quarenta e sete anos de invasão, com a efetiva e vitoriosa participação do Rei Vittorio Emanuele II, da Casa de Sabóia, Rei do Piemonte e da Sardenha, e de Camilo Benso, o Conde de Cavour, seu Primeiro Ministro. Ambos lideraram um movimento sui generis que contou com a população e de diversas personalidades, com atuação conjunta, considerados patriotas, com o triunvirato dos Giuseppes: Masini, através do seu jornal, Il Risorgimento, no qual escrevia artigos denunciando a situação pela ilegal ocupação e pregando um movimento de libertação; Verdi, o autor da ópera Nabucco, e por várias analogias suscitou o sentimento nacionalista italiano. Na apresentação da ópera, no terceiro ato, ”O Coro dos Hebreus (Va pensiero, sull’alli dorate)” que retrata a escravidão dos hebreus na Babilônia, tornou-se a música símbolo, o que significou para os italianos a mesma situação de perda da pátria, e com isso a deflagração política; e Garibaldi, notável comandante por sua firme atuação que juntou os exércitos de libertação e seguindo para o norte foi expulsando os invasores. A Itália ficou  livre, mas resultou em grave estagnação, após todos esses anos de ocupação pelos invasores, pois que nada tinha sobrado para o desenvolvimento e reconstrução, necessitando assim de imediata solução de sobrevivência. Nessa época, o Brasil carecia do trabalho braçal nas fazendas de café dos paulistas e também de outros estados, que cultivavam o ouro brasileiro dessa época. O Imperador D. Pedro II, e o Rei Vittório Emanuele II, da Itália, que eram primos, entabularam acertos para a emigração ao nosso país de famílias italianas que necessitavam de nova vida e trabalho através das companhias de colonização.Para tanto, foi feito cartaz, o qual continha: “Terre in Brasile per gli Italiani. Venite a construire i vostri sogni com la famiglia. Um paese di opportunitá. Clima tropicale vito in abbondanza. Ricchezze minerali. In Brasile putete havere il vostro castello. Il governo dá terre ed utensilli a tutti.” O chamamento deu certo, pois com o evidente interesse comum entre a Itália, que necessitava recompor as famílias no trabalho e, o Brasil, que clamava por mão de obra. O acordo resultou  na primeira viagem de italianos que emigraram para o Brasil, iniciando-se no dia 03 de janeiro de 1874, no porto de Gênova, com 386 famílias, no navio a vela La Sofia, na expedição fretada por Pietro Tabacchi, para as suas terras  em Santa Cruz, no Espírito Santo, atual Nova Trento, chegando em 21 de fevereiro de 1874. Foi a primeira leva de viagem em massa de italianos para cá, vindos do norte da Itália. E, seguidamente, os italianos passaram a vir para o Brasil, em grande  número  de grupos  familiares de outras regiones. A cantoria da música folclórica Mérica, Mérica, servia de alento durante a viagem nas dúvidas de como seria o destino final, e com o slogan: “Dio, Famiglia, Lavoro”,  com fervor e vontade férrea para o trabalho. Em São Bernardo as primeiras dezessete famílias aportaram no Rio de Janeiro, em 25 de setembro de 1877, indo para Santos e subindo a Serra do Mar, aqui chegaram na segunda quinzena de outubro. Formaram uma grande colônia e trabalharam para a mudança do perfil da Vila de São Bernardo, como também foram para São Caetano do Sul e Santo André, na mesma época, demonstrando força e habilidade e que resultou na grande e indiscutível contribuição para o progresso e desenvolvimento da região. São trinta milhões no país, a maior população fora da Itália. O “Dia Nacional do Imigrante Italiano” foi instituído através da Lei Federal nº 11.687, sancionada em dois de junho de 2008, Dia da República Italiana,  de autoria do saudoso Senador capixaba Gerson Camata. Os italianos integraram-se nas famílias brasileiras cultivando a cultura, os costumes e as tradições da Itália, enriquecendo as relações ítalo-brasileiras, pois se engajaram nas lutas sociais, proliferaram os seus membros, fizeram prosperar cidades com construções, lavouras e plantações e motivaram nas artes, música, teatro, culinária, construção, rádio, teatro, religião, comércio, indústria, vinho e dança. Tudo isso em 141 anos.     


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