20 Apr 2024


Recorde: turismo internacional injeta R$ 34,5 bilhões na economia brasileira

Publicado em Turismo
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Os turistas internacionais que visitaram o Brasil durante o ano de 2023 deixaram no país o montante recorde de US$ 6,9 bilhões (R$ 34,5 bilhões), segundo dados do Banco Central (Bacen) divulgados nesta segunda-feira, 5 de fevereiro. O valor supera em 1,5% a maior arrecadação com o turismo internacional, registrada em 2014, ano que o país sediou a Copa do Mundo de futebol. Uma década atrás, os visitantes estrangeiros deixaram um total de US$ 6,8 bilhões na nossa economia.

A meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo era de um acréscimo na receita gerada pelo turismo internacional de 8,58% em 2023, mas o resultado foi um crescimento anual de 41%. Em 2022, os turistas internacionais deixaram no Brasil US$ 4,9 bilhões. O novo Plano Nacional de Turismo, aprovado no fim de janeiro pelo Conselho Nacional de Turismo, estabelece como meta alcançar, em 2027, o montante de US$8,1 bilhões.

"Esse resultado histórico é fruto do trabalho realizado pelo governo Lula, que reconectou o Brasil com o mundo após 4 anos de isolamento internacional. O presidente sempre afirma que o Brasil da democracia, da diversidade, da sustentabilidade e do respeito voltou. O mundo entendeu o recado e está abraçando nosso país. Estamos muito orgulhosos de sermos parte dessa história e poder fazer com que o turismo gere emprego, renda e melhore a vida dos brasileiros", afirmou o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

A marca histórica se dá em um ano de retomada do turismo. Em 2023, é o de entrada de turistas internacionais, que se equiparou ao do período pré-pandêmico: foram aproximadamente 6 milhões de visitantes. O patamar ficou 3% acima do estimado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), agência especializada da ONU. Além disso, a cifra de turistas internacionais de 2023 corresponde a 93% das entradas de 2019, último ano pré-pandemia. Os números de visitantes do exterior são da Gerência de Dados da Embratur em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal (PF).

RANKING DE PAÍSES — Em 2023, a Argentina seguiu como principal país emissor de turistas para o Brasil, com 1,9 milhões de visitantes (32% do total). Em seguida estão Estados Unidos, com 668,5 mil (11%); Chile, com 458,5 mil (7,7%); Paraguai, com 424,5 mil (7,1%), e Uruguai, com 334,7 mil (5,6%). A França é o principal país emissor da Europa e aparece na sexta posição, com 187,5 mil turistas (3,1%), seguida de Portugal, com 158,5 mil (3%). Alemanha com 158,5 mil (2,6%), Reino Unido com 130,2 mil (2,2%) e Itália com 129,4 mil (2,2%) completam o Top 10.

Também no ano passado, a chegada de chilenos foi a maior da série histórica, recolocando o país em terceiro lugar entre os principais emissores, desbancando o Paraguai e retomando a posição que ocupava até 2018. No entanto, a chegada de paraguaios também cresceu e alcançou o melhor resultado desde 1999, quando o número de turistas do país foi de 501 mil.

CONECTIVIDADE — O recorde em divisas e a retomada no número de turistas internacionais equivalente aos do período pré-crise sanitária se devem, entre outros fatores, a uma série de ações da Embratur, incluindo o aumento da conectividade. Nesse caso, tanto em 2019 quanto em 2023 a quantidade de voos ofertados pelas companhias aéreas ficou em 64,8 mil. O número é mais de 40% maior que o de 2022, quando a oferta foi de 46,2 mil.

Já em relação ao número de assentos em voos, 2023 teve uma oferta 32,47% maior que 2022. Foi de 9,7 milhões no ano retrasado para 12,9 milhões no ano passado, cifra que corresponde a 89,16% da oferta de 2019, de 14,5 milhões. As somas fazem parte de um levantamento de receptivo de turistas internacionais no Brasil da Gerência de Informação e Inteligência de Dados da Embratur.

Segundo análise do setor, a recuperação da oferta é importante pois a via aérea é o principal meio de chegada de turistas internacionais ao Brasil. O levantamento foi elaborado considerando o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio de 2023.

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