18 Apr 2024

   A crise climática já não é um problema do futuro há muito tempo. Vive-se o caos climático em diversas, senão todas, partes do mundo. Nos últimos meses, foi possível acompanhar o calor extremo e o recorde de temperaturas elevadas em países da Europa, nos Estados Unidos, além da intensificação de desastres naturais como chuvas torrenciais, ciclones tropicais, furacões, inundações, incêndios florestais, entre outros.
   O rastro deixado por esses desastres naturais é de centenas ou milhares de mortes. No Brasil, a situação não é diferente. O início da primavera já foi preocupante, as temperaturas em diversas cidades brasileiras passaram dos 40°.
   O temor deveria crescer à medida que seus efeitos se acentuam de forma assustadora, como já vem ocorrendo, mas muitos políticos e empresários ainda não se atentaram de que não é um problema para amanhã, onde haverá discussões, reuniões e boas intenções para que venha a se fazer algo. A gravidade exige que se faça algo hoje, agora, já.
   Os compromissos com a sustentabilidade e o clima entraram, oficialmente, na pauta global em 1992, com a Conferência das Nações Unidas no Rio de Janeiro (Eco-92). Nesses 31 anos o mundo defende formas de frear o aquecimento global, impondo o limite de 1,5°C ao aumento anual da temperatura, sob risco de os desastres climáticos tornarem inabitável o planeta.
   Apesar da apreensão global, o ponto crucial de inflexão ainda passa longe de ser atingido. Há falta de ações efetivas. A pauta ambiental ainda passa longe da prioridade de muitos políticos, inclusive da região do ABC. Não há coletivas de imprensa que abordem o tema, projetos específicos nem nenhuma ação que possa colaborar com o caos climático que já vivemos. Ou alguém acha normal que no mesmo dia haja uma variação térmica de mais de 10°, tendo que usar roupas de inverno, por exemplo, em plena primavera? Em todo o ABC, principalmente em Santo André, árvores são suprimidas por todo e qualquer motivo, com autorização do poder público. Também não há acompanhamento do estado de saúde das mesmas, para evitar que sejam arrancadas. Falta consciência ambiental.
   Com relação à parte empresarial, grande parte do planejamento de compromissos e metas se exprime mais em propaganda e retórica do que na aplicação efetiva de recursos.
   Muitas empresas elevam a questão ambiental ao patamar de prioridade, mas perseguem metas de retorno e de redução de custo em primeiro lugar e não estão preparadas para, eventualmente, aceitar retornos financeiros mais baixos como resultados.
   Duzentas e seis multinacionais nos Estados Unidos, Europa e Brasil foram pesquisadas pela consultoria Oliver Wyman e pela Climate Group, ONG que possui escritórios em Londres, Nova York, Amsterdam e Pequim. Mais da metade das grandes companhias ouvidas (56%) investe menos de 5% de seus recursos operacionais em medidas destinadas ao combate e prevenção da crise climática.
   O atual estágio de caos climático exige investimentos em larga escala. Não adianta, por exemplo, as empresas instituírem metas ambiciosas de redução de carbono até 2030. É necessária a construção de negócios que prosperem num mundo descarbonizado. Não se trata mais de escolha e muito menos que isso seja anunciado como um diferencial pela empresa. É imperativo avançar. Estamos atrasados. Chega de mais “maquiagem verde” (greenwashing). Agora, é correr contra o tempo para evitar que o planeta se torne, brevemente, inabitável.

Visão

Nossa equipe de jornalistas e colaboradores da FOLHA DO ABC, desde sua fundação, em 1956, busca sempre se atualizar e inovar para aprimorar nossa técnica que é informar e trazer o melhor contéudo aos nossos leitores. A credibilidade e ética são nossos principais valores, para exercemos um jornalismo com imparcialidade, liberdade e transparência.

Missão

A missão da FOLHA DO ABC é informar seus leitores com o melhor conteúdo noticioso, sempre colocando o ABC em 1º lugar. É o jornal de maior credibilidade da região.

Nossa publicação traz a cobertura completa de tudo o que acontece na região do ABCDM, com matérias nas editorias de Cidades, Política, Educação, Negócios, Saúde, Turismo, Gastronomia, Autos, Esportes, Social, entre outras.

Contamos com a melhor equipe de articulistas e colunistas da região do ABC com profissionais de diversas áreas com reflexões apuradas sobre os temas de maior impacto regional e nacional.

Também veiculamos a coluna social Gente & Fatos, que traz a cobertura dos principais eventos do ABC, que reúnem empresários, personalidades de destaque e políticos.

Historia

A FOLHA DO ABC é uma continuação do jornal “A Vanguarda”, fundado em 1º de outubro de 1956, por um grupo de sócios. O jornalista e fundador Alberto Meiback Floret adquiriu a parte dos demais sócios e, junto a administradora Neide J. Peres Floret, ficou a frente da direção do jornal.

Assim, foi alterado o nome da publicação para FOLHA DO ABC. Porém, a numeração das edições continuou a mesma desde a fundação.

14/02/2015

Realmente, a criminalidade, nos últimos anos, vem tomando conta deste País. Os noticiários nas TVs, no horário nobre, já dedicam espaço nos primeiros quinze minutos para o noticiário sobre crimes ocorridos durante o dia, entre eles assalto à luz do dia, mortes de crianças por bala perdida, assassinatos, estouro de cofres eletrônicos, etc. No dia seguinte, os jornais também aumentaram os espaços para noticiários policiais. Quer dizer, os crimes ganharam mais espaços nas TVs e nos jornais. Por que isso vem acontecendo? Ora, o crime vem se organizando há alguns anos. Por incrível que possa parecer, os líderes da criminalidade chegaram ao ponto de comandar seus bandos, mesmo presos em penitenciárias, por meio de celular sem que o policiamento pudesse impedir tal ousadia. Os grupos criminosos, assim, com o passar dos anos, foram aperfeiçoando suas atuações e, atualmente, chegam a dominar o crime em vários estados brasileiros. Para se ter idéia da audácia dos criminosos, a Folha de São Paulo, edição domingo (8), publicou matéria sob o título: “Grupos armados com fuzis levam terror a cidades do interior de São Paulo”. Os alvos são caixas eletrônicos e pelo menos 11 municípios da região de Ribeirão Preto tiveram crimes assim. Segundo a matéria, “na madrugada de 10 de dezembro último, o prefeito de Pedregulho foi acordado por um morador dizendo que mataram os policiais da cidade e estamos à mercê dos bandidos”. A cidade, com 15,9 mil habitantes, a 433 km de São Paulo, foi um dos 11 municípios da região que tinham passado por isso. Um grupo de 20 criminosos armados, boa parte com fuzis (que conseguem perfurar carros blindados), invadiu a cidade em comboio de veículos para furtar caixa caixas eletrônicos. Os PMs não foram mortos, foi exagero do morador, mas fugiram do local, deixando a cidade sob o comando dos criminosos por 20 minutos. Assim, os bandidos fizeram disparos para o alto

para mostrar o domínio do território, ameaçaram os moradores e fugiram com o dinheiro. Um policial disse: “voltamos ao tempo de Lampião”. Essa invasão, que aconteceu em Pedreiras e em mais 10 cidades da região de Ribeirão Preto, mostra que os bandidos evoluíram na técnica de agir, atacando em comboio e com armas que furam até a blindagem de carros. E também sabem que, nas pequenas cidades do interior, têm sempre poucos policiais, que não conseguem enfrentar, de madrugada, grupos com 20 criminosos ou mais. Enfim, a bandidagem se aperfeiçoa e os governos estaduais não acompanham o crescimento dos criminosos. Pois é...

07/02/2015
O governo estadual, com a crise hídrica, pretende levar a água da represa Billings para abastecer a Grande São Paulo, que é uma das últimas esperança para aliviar a grave crise. No entanto, a mídia já publicou matéria sobre a represa enfatizando que a Billings é a caixa-preta de poluição. Parte disso é porque a represa recebe água poluída do Rio Pinheiro. O reservatório tem capacidade para 1,2 trilhão de litros de água, mas, atualmente tem disponível

60,8%. A Billings é preterida há décadas para o abastecimento de cidades. A Sabesp, pela mídia, afirmou que tem capacidade para tratar essa água, porém, a sujeira e a falta de informações sobre os problemas do reservatório causam desconfiança. Atualmente, parte do reservatório é bombeada para a represa de Guarapiranga e outra é para servir o ABC. A Folha de São Paulo, na edição de domingo (1), publicou o resultado de uma pesquisa solicitada à bióloga Marta Marcondes, da Universidade de São Caetano, sobre a situação da água da Billings. O resultado foi o seguinte: concentração de coliformes fecais é cem vezes maior do que o estabelecido pelo Codema (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Encontraram também bactérias que causam gastroenterite, infecção urinária, diarreias com sangue e até perfuração do intestino. Estudos da USP apontaram em 2008 a 2010 a presença de metais pesados, potencialmente cancerígenos, como chumbo, cobre e níquel nos leitos da Billings e da Guarapiranga. Por outro lado, com o esgoto despejado diaria-mente na represa, são as cianobactérias-microrganismos que proliferam junto a material orgânico em decomposição, que são responsáveis por deixar a superfície verde. O motivo está no lixo.Do alto, a Billings é verde, lembrando o mar do Caribe. Em baixo, as águas da represa são na maior parte do tempo da cor esmeralda, motivada pelo lixo. Quer dizer, os moradores do ABC não devem usar a água da Billings.


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