09 Mar 2021


Mais de 5,7 milhões de estudantes irão fazer o ENEM, neste domingo (17)

Publicado em Educação
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Mais de 5,7 milhões de estudantes deverão realizar, neste domingo (17) e no domingo (24) de janeiro, a versão tradicional da prova em papel do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que em razão da pandemia, a edição de 2020 foi remarcada. Já na versão digital, 90 mil inscritos realizarão a prova, que será aplicada neste formato pela primeira vez, e que ocorrerá em modelo piloto, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Em um ano tão difícil, como o de 2020, alunos e professores tiveram que se adaptar à uma nova realidade, a do ensino à distância.

Paulo Roberto de Francisco, coordenador do Singular-Anglo Vestibulares, revela como os professores e alunos se adaptaram às aulas online. “A pandemia pegou todo mundo de surpresa. De repente, um monte de professores, que nunca tinham dado aulas online na vida, tiveram que fazê-las. Então, decretamos férias em abril, para termos um mês para respirarmos e contratar uma consultoria, na área de informática, para escolhermos quais plataformas iríamos utilizar e para treinarmos professores. Optamos por plataformas diferentes, o Class Room para os cursos regulares e o Google Meeting nos cursinhos”, conta.

Já Rosiane Pereira, professora de Redação do Ensino Médio do Colégio Externato Santo Antônio, conta que os alunos foram preparados com a utilização de diversos recursos tecnológicos. “A primeira decisão da escola foi a aula síncrona respeitando a grade de horário das aulas a fim de possibilitar uma organização do período de estudo. Além disso, as aulas eram gravadas e disponibilizadas aos alunos na plataforma Google  Classroom, possibilitando ao aluno revisitá-las para o esclarecimento de dúvidas”, diz. Também foi aumentado o número de aulas interdisciplinares. “No geral, essas aulas aconteceram aos sábados e proporcionaram reflexão, outra forma de abordar o conteúdo, debate e trabalhos de pesquisa. Esse tipo de aula também influenciou positivamente a escrita dos alunos, o repertório sócio cultural ampliou-se e permitiu aos alunos aprimorar as competências II e III de redação do Enem”, afirma.

 

Desafios

Além dos eventuais problemas de oscilação na conexão da internet, falta de equipamentos por parte dos alunos, compartilhamento de local de estudos com familiares, falta de espaço adequado nas residências para o estudo, entre outros, a instabilidade emocional também atrapalhou. “Alguns alunos não aguentavam mais, chegamos a dar semanas de descanso, com revisões, já que os calendários ficaram menos apertados, pois os exames dos vestibulares foram empurrados para mais tarde, além de atividades voluntárias, mas chegamos ao final do ano com uma vantagem. Os alunos que sobreviveram, que resistiram, tiveram dois meses a mais de revisão do que se o Enem fosse realizado na data inicial prevista, no início de novembro”, afirma o coordenador.

A expectativa para o formato da prova é de que ela seja mais conteudista, segundo Paulo. “Acreditamos que se repita uma situação de exigência de menos conteúdo e de mais raciocínio, em termos de análise das questões. Vimos isso na Unicamp, na Fuvest, em várias questões”, diz.

 

Dicas para o exame

O coordenador ainda dá orientações para os candidatos obterem um bom desempenho na prova. “Nem sempre quem sabe mais irá passar. Terá êxito quem souber melhor expor os seus conhecimentos nas condições dadas, naquele tempo de prova que é concedido. As provas são muito massacrantes, duram 5h30. É humanamente impossível uma pessoa ficar raciocinando linearmente, tendo o mesmo rendimento durante 5h seguidas. A partir de certo momento, a capacidade de concentração, de intelecção cai. Então, o aluno tem que saber de quanto em quanto tempo ele começa a ficar cansado e impor pequenos intervalos de 5 minutos para respirar, e recarregar as energias”, explica.

Já sobre a ansiedade e nervosismo nas vésperas e no dia da prova, Paulo revela: “há o lado emocional, que a pessoa chega nervosa, fica apreensiva se o conteúdo do exame estará a altura do que estudou. É sempre bom não começar a prova pela matéria que você gosta mais ou que estudou mais. Busque as questões fáceis, garanta esses pontos, que emocionalmente, a auto confiança crescerá”.

Como no Enem será aplicada, para pontuação, a teoria da resposta ao item (TRI), que avalia a habilidade e minimiza o “chute” de candidatos, Paulo alerta: “a TRI pune aqueles que chutam as respostas. Mais um motivo para acertar as mais fáceis e não ser tão punido ao errar uma mais difícil. De nada adianta o candidato acertar uma difícil e errar cinco fáceis. A interpretação do TRI é de que ele acertou por acaso. Recomendamos também tentar usar todo o tempo de prova e lembrar que é impossível alguém saber tudo, mas lendo direto a prova, o candidato conseguirá organizar os conhecimentos que têm na cabeça para enfrentá-la bem”.

Rosiane ressalta que o grande desafio dos estudantes será estar numa sala de aula novamente depois de dez meses reclusos. “Por mais que tenhamos oferecido tudo o que nos foi possível neste ano atípico, não há nada melhor que estar numa sala de aula física, com colegas e professores, e tendo a experiência de simulados presenciais, o contato com o papel e a caneta”, diz.

Última modificação em Sábado, 16 Janeiro 2021 10:46
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