18 Apr 2024

Publicado em Editorial
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   A alta de 60% dos casos prováveis de dengue, nas cinco primeiras semanas de 2024, em relação ao mesmo período do ano passado, levou o Governo de São Paulo a criar o Centro de Operações de Emergências (COE) de combate ao Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Chikungunya e Zika.
   A primeira medida adotada foi a destinação de R$ 200 milhões às prefeituras dos 645 municípios paulistas para o enfrentamento direto ao mosquito. O COE é coordenado pela Secretaria da Saúde (SES), mas reúne outras sete secretarias estaduais: Casa Civil, Casa Militar e Defesa Civil, Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Comunicação, Educação, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, além do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).
   O COE fará um monitoramento 24h e permitirá apontar como a doença tem avançado. “Hoje, a dengue é o maior problema de saúde pública que temos no Estado de São Paulo”, declarou o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva.
   De acordo com dados do Painel de monitoramento do Governo de São Paulo, até a quarta (7), ao todo, o Estado registrou mais de 102.646 mil notificações de casos prováveis de dengue. Dessas, 34.995 foram confirmadas e 31.312 estão em investigação. Seis óbitos foram confirmados. Em 2023, no mesmo período, foram cerca de 19 mil casos.
   Porém, isso não acontece só em São Paulo. Há uma explosão de casos em três Estados: Acre, Goiás e Minas Gerais. O Distrito Federal e a cidade do Rio de Janeiro decretaram emergência em saúde pública.
No ABC, a situação também é de alerta. Houve alta de 481,8% no número de casos em janeiro, na comparação ao mesmo período do ano passado. No painel de Monitoramento da Dengue do Governo de São Paulo, até sexta (9), havia sido registrado no total, das sete cidades do ABC, 1.099 notificações, 331 confirmados, 765 prováveis e 434 em investigação, com zero óbito.
   Casos em hospitais particulares da região também registraram curva ascendente. O hospital São Luiz, da Rede D’Or de São Caetano, o total de casos confirmados aumentou 675%.
   A preocupação com a dengue é legítima, pois a elevação no número de casos aponta que o ano passado, por exemplo, já registrou o maior número de mortes pela doença desde o início da série histórica em 2000.
A procura pela vacina contra a dengue disparou, as clínicas particulares estão suspendendo a aplicação por falta de doses. Na rede pública, a vacina deve começar a ser distribuída ainda neste mês.
   Especialistas apontam que esse aumento exponencial dos casos de dengue está relacionado às questões climáticas, tais como o fenômeno El Niño, devido ao acúmulo de água, após as chuvas. Como fator agravante, estão as edificações abandonadas, terrenos desocupados e até mesmo a falta de atenção de cidadãos nos próprios quintais de suas casas ou locais propícios a acumular água parada.
   As Prefeituras da região estão comprometidas no combate ao mosquito transmissor da doença com ações de prevenção, monitoramento e mutirões para eliminar possíveis criadouros, entre outras.
   O secretário estadual de Saúde garantiu que São Paulo ainda não vive uma epidemia, mas sem o empenho e colaboração de todos os cidadãos não será possível impedir o avanço da proliferação dos casos de dengue. Cabe a cada um fazer a sua parte para que cenários caóticos, como vivenciados com a Covid-19, não voltem a se repetir.

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