19 Apr 2024


Um “check-up” de memória usando IA

Publicado em Renato Anghinah
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A inteligência artificial está avançando em todos os campos e não é diferente na área da saúde. Hoje, existem exames em inúmeras áreas da medicina, que já são empregados largamente e muitas vezes nem temos ideia de que por trás destas avaliações tão precisas estão algoritmos computacionais de última geração.
Exemplos disto são os que auxiliam os radiologistas na avaliação de tomografias, ressonâncias nucleares magnéticas além do seu emprego em rastrear doenças genéticas, de conectar de modo inteligente centros médicos em localidades diferentes, acessar bancos de dados na procura do doador perfeito de um órgão para transplante e assim por diante. Esta fabulosa revolução ocorre também no acesso a avaliação da capacidade cognitiva, com ferramentas que otimizam o tempo da avaliação e multiplicam a captação de dados de maneira fenomenal. Uma destas ferramentas de avaliação cognitiva e o Altoida, que utilizando a inteligência artificial rastreia e detecta alterações precoces que podem auxiliar no diagnóstico de doenças que afetam a memória, a atenção, a concentração, entre outras.
Também é indicado para queixas cognitivas mais presentes no decorrer da vida, como aquelas relacionadas às questões hormonais da menopausa e mais recentemente na síndrome pós-Covid-19, que pode afetar pessoas que tiveram a doença, mesmo que de forma leve.
Esta plataforma de avaliação foi desenvolvida na Suíça e já conta com a sua utilização bastante disseminada na América do Norte e Europa. Esta expansão atualmente já atinge também o Japão e Austrália e há alguns anos vem crescendo o seu uso no Brasil.
O exame pode ser utilizado para um “check-up” por exemplo, até na percepção sutil de pequenos sinais de alerta, por vezes muito precoces, que irão auxiliar o médico na condução do diagnóstico mais preciso, o que resultará em uma maneira mais efetiva de tratamento e eventualmente da prevenção de doenças relacionadas à cognição.
Entre as ações realizadas durante o exame estão habilidade motora, memória espacial, memória prospectiva, tempo de reação, equilíbrio e rastreio atencional/ocular. Dessa forma, é capaz de detectar micro-erros não perceptíveis pela observação humana.
Uma pesquisa europeia avaliou 568 pessoas utilizando o biomarcador digital. De acordo com o estudo, em comparação com os métodos tradicionais de detecção, como os testes neuropsicológicos, genéticos e de imagens, os biomarcadores digitais são adequados para auxiliar no diagnóstico inicial da doença de Alzheimer, pois podem aferir com precisão mudanças comportamentais, cognitivas, motoras e sensoriais mesmo que muito leves.
O teste conta ainda com a tecnologia da realidade aumentada imersiva que simula uma bateria de atividades com ações do mundo real. Por exemplo, em uma das ações o paciente precisa esconder um coração de forma virtual usando o ambiente que está. E depois de um tempo precisa encontrar. Todas as ações são convertidas em uma análise de domínios cognitivos em um tempo menor do que 30 minutos. Também é diferente da maior parte das avaliações neuropsicológicas, que são pautadas em escolaridade.
Outra vantagem e que tecnologias como esta reduzem o tempo de realização da avaliação, impactando na redução de custo, e maior acesso aos seus benefícios.

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