14 Jul 2024


Mais de 4,6 mil refugiados moram nas cidades do ABC

Publicado em Turismo
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Na quinta (20), foi comemorado o Dia Mundial do Refugiado. A data internacional foi designada pelas Nações Unidas para homenagear as pessoas refugiadas em todo o mundo, celebrando a força e coragem das pessoas que foram forçadas a deixar seu país de origem em razão de conflitos ou perseguições. Segundo dados da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), até o final de 2023, mais de 117 milhões de pessoas permaneceram deslocadas à força devido a perseguições, conflitos, violência, violações de direitos humanos e eventos que perturbam seriamente a ordem pública. O número representa aumento de 8% em relação a 2022, (um acréscimo de 8,8 milhões de pessoas), continuando uma tendência de aumentos anuais há 12 anos.

   Santo André, segundo a Secretaria de Assistência Social, tem testemunhado um aumento significativo no número de imigrantes inscritos no Cadastro Único. De acordo com os dados recentes, o total de imigrantes aumentou de 778 em 2020 para 1.777 em 2024. A pasta analisa que este crescimento acentuado demonstra uma tendência de aumento constante no fluxo migratório, refletindo possivelmente mudanças nas políticas migratórias, condições econômicas ou sociais que atraem novos residentes.

  A análise detalhada revela que o número de imigrantes tem uma tendência de crescimento contínuo. Sendo 1.107 imigrantes em 2021, 1.329 em 2022 e 1.718 em 2023.

   Em São Bernardo, a Prefeitura informa, por meio da Secretaria de Assistência Social, que 290 pessoas com nacionalidade estrangeira acessaram os serviços da Pas-ta em 2023. Entre as nacionalidades, estão venezuelanos, haitianos e sírios.

   Em Diadema, a Prefeitura informa que, atualmente, são 2.487 pessoas imigrantes/refugiadas na cidade. Em 2022, o número era de 2.266 pessoas. São refugiados de 82 nacionalidades dife-rentes, com presença significativa de venezuelanos, haitianos, portugueses, bolivianos, colombianos, japoneses, angolanos e afegãos.

   Em Ribeirão Pires, segundo dados dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade, há ao todo 106 pessoas oriundas de outros países, em sua maioria Venezuela, Japão, Chile, Portugal e Bolívia. Há ainda imigrantes de Cuba, Filipinas, Angola, China, Uruguai e Colômbia. 

   Em São Caetano, a Secretaria de Assistência e Inclusão Social informa que desde 2022, há duas pessoas refugiadas na cidade e que se encontram em situação de rua, sendo uma haitiana e uma sul-africana. Em 2021, haviam sete pessoas refugiadas em situação de rua, que eram cinco venezuelanos, um haitiano e um sul-africano.

   No mundo, do total das 117 milhões de pessoas deslocadas à força, 40%, que representa cerca de 47 milhões de pessoas, são crianças. Até o final de 2023, uma em cada 69 pessoas globalmente, ou 1,5% de toda a população mundial, estava deslocada à força, quase o dobro do que há uma década.

 

Foto: Marcelo Camargo - A.Brasil 

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