27 Sep 2020


E-commerce cresce 25% em julho no Brasil

Publicado em Negócios
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Enquanto as lojas e shopping centers estão reabrindo gradativa e parcialmente no Brasil, o e-commerce não para de crescer e mudou para sempre o hábito de compras do consumidor. Prova disso é que, mesmo com a reabertura do varejo físico, o comércio eletrônico registrou mais um recorde e julho se consolidou como o terceiro melhor mês da história.

 Os dados constam do Relatório Setores do E-commerce no Brasil, um estudo de 126 páginas da consultoria Conversion, especializada em marketing e comércio eletrônico, que traz uma análise dos 200 maiores sites de vendas virtuais (no total, 216 lojas) e 15 setores que compõem o cenário do comércio eletrônico no país.

 Segundo o relatório, o e-commerce no Brasil alcançou, no último mês, a marca de 1,29 bilhões de acessos, ficando atrás apenas de maio deste ano (auge da pandemia e Dia das Mães) e de novembro de 2019, conhecido como o “natal do comércio eletrônico”, por conta da Black Friday.

 O estudo da Conversion mostra que o turismo foi o setor que mais cresceu em julho, com aumento de 29,6% em relação ao mês anterior. No acumulado dos demais setores, o crescimento do comércio eletrônico foi no geral bastante tímido, cerca de 1% nos últimos 60 dias. 

Crescimento dos setores no comércio eletrônico (junho x julho)

 Turismo: 29,60%

Esportes: 11,15%

Importados: 5,95%

Moda & Acessórios: 5,84%

Calçados: 4,51%

 86% dos brasileiros realizaram compras durante a pandemia

 Como suporte aos dados de audiência, a Conversion realizou uma pesquisa de opinião com 395 brasileiros a partir de 18 anos, no final de julho. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 4,9 p.p.

 Segundo o levantamento, 86% dos brasileiros conectados à Internet realizaram compras durante a pandemia. Sendo que Roupas & Acessórios foi a categoria preferida de presentes.

Canais que mais influenciaram a decisão de compra

 No estudo da Conversion, o Google foi o canal que mais influenciou o consumidor a decidir por qual produto comprar. Foi o que afirmaram 63% dos consumidores. Em segundo e terceiro lugar estão Instagram e Facebook, com, respectivamente, 46,45% e 46,15% de respondentes. O TikTok, rede social que é um fenômeno, influenciou muito pouco (4,44%) as compras pela Internet, mesmo índice do Rádio.

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