27 Sep 2020


Aumentos da energia elétrica e da gasolina elevam inflação em julho

Publicado em Negócios
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou 0,36% em julho em relação ao mês anterior. “Essa é a maior alta do indicador oficial de inflação no País para um mês de julho, desde julho de 2016 (0,52%)”, destaca a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileia a Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos.

Com esse resultado, o IPCA acumulou alta de 0,46% nos primeiros sete meses do ano e, em 12 meses, 2,31%. O centro da meta da inflação para 2020 é 4%, com intervalo de tolerância de menos 1,5% e de mais 1,5%. Assim, apesar da alta do mês de julho, a inflação deverá encerrar o ano em patamar baixo. De acordo com a pesquisa Focus de 31 de julho, o IPCA encerrará o ano com alta acumulada de 1,63%, o que significa que ele ficará abaixo do piso da meta.

Dos nove grupos de produtos e serviços componentes do IPCA, seis apresentaram alta em julho: Habitação (0,80%), Artigos de Residência (0,90%), Transportes (0,78%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,44%), Comunicação (0,51%) e Alimentação e Bebidas (0,01%). Vestuário, Despesas Pessoais e Educação registraram queda.

O aumento no preço da gasolina (3,42%) contribuiu para a elevação no grupo Transportes  e o da energia elétrica (2,59%) para a elevação no grupo Habitação. Destaca- se que das 16 regiões pesquisas pelo IBGE, 13 registraram aumentos nesse item.

 

Sinapi aumentou 0,49% em julho

Já o custo da construção civil (Sinapi), calculado e divulgado pelo IBGE, aumentou 0,49% em julho, a maior variação do ano. Nos primeiros sete meses de 2020, o referido indicador acumulou alta de 1,97% e, nos últimos 12 meses, 3,33%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em junho fechou em R$ 1.175,62, passou em julho para R$ 1.181,41. Desse valor, R$ 619,58 correspondem aos materiais e R$ 561,83 à mão de obra.

O custo com materiais registrou alta de 0,48% em julho, enquanto no mês anterior o aumento foi de 0,17%. O custo com a mão de obra também cresceu em julho: 0,50% enquanto em junho a elevação foi de 0,10%.

De acordo com o IBGE, o aumento no custo com materiais é resultado da alta generalizada em diversos produtos, especialmente o cimento, que registrou elevação em quase todos os estados. Já o aumento no custo com a mão de obra sofreu influência do incremento da mão de obra em São Paulo e na Paraíba.

A alta de 0,48% registrada no custo com material foi a mais elevada desde fevereiro/2020 (0,53%). Nos primeiros sete meses do ano, o custo com o material, de acordo com o Sinapi, apresentou elevação de 2,30%, resultado que é superior à inflação registrada pelo IPCA/IBGE no mesmo período (0,46%). Nos últimos 12 meses o incremento foi de 3,62%, e também ficou acima do IPCA/IBGE (2,31%).

“As constantes elevações no custo com material preocupam a Construção, que está buscando contribuir com a recuperação das atividades econômicas do País, com a manutenção de empregos e a geração de renda.

Esses aumentos provocam incremento de custos e prejudicam o andamento das atividades. Além disso, é preciso ressaltar o cenário atual é caracterizado por inflação e juros em baixo patamar.

O maior aumento do Sinapi no mês de julho foi observado na Região Sudeste (0,70%). Todos os estados da região registraram elevação, com destaque para São Paulo cujo aumento foi de 1,05%, em função da elevação do seu custo com mão de obra.

Última modificação em Domingo, 09 Agosto 2020 08:18
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