26 Oct 2021


Cartórios de SBC registram mais óbitos do que nascimentos

Publicado em Cidades
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Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco na cidade de São Bernardo em um primeiro semestre como em 2021. Diferença entre nascimentos e óbitos é a menor já registrada desde o início da série histórica.

A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas vitais da população de São Bernardo do Campo. Além das mais de 3,5 mil vítimas fatais atingidas pela doença na cidade, o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil em São Bernardo do Campo, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em números absolutos os Cartórios de São Bernardo registraram 4.425 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 134,6% maior que a média histórica de óbitos na cidade, e 44% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses em São Bernardo. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 90%.

Com relação aos nascimentos, São Bernardo registrou o segundo menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o final do mês de junho foram registrados 5.327 nascimentos, número 7,2% menor que a média de nascidos na cidade desde 2003, e 3,2% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 1,6% em São Bernardo.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre na cidade de São Bernardo do Campo, aproximando-se, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos. A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 3.856 nascimentos a mais, caiu para apenas 902 em 2021, uma redução de 76,6% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 62,9%, e em relação a 2019 foi de 70,7%.

"Com o Portal da Transparência, podemos visualizar a real condição que a sociedade está passando, como o grande aumento no número de óbitos e a diminuição dos nascimentos", comentou Luis Carlos Vendramin Junior, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP). "Por meio da plataforma, o Poder Público pode fazer uma análise dos impactos da doença e trabalhar as políticas necessárias para atendimento à esta nova realidade populacional", concluiu.

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