19 Sep 2019

Publicado em Fabio Picarelli
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Talvez seja a violência o maior flagelo da humanidade, neste início de século, em todas as suas formas. Quando isso acontece no exercício da profissão torna-se ainda mais grave. O colega e advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico, de Presidente Venceslau, foi assassinado na manhã de quarta (13), em seu escritório. Já o advogado criminalista Kleber Martins de Araújo, foi assassinado com cinco tiros no interior de seu escritório de advocacia, no inicio da tarde de quarta (20) em Campos do Jordão (SP). Não quero aqui entrar no mérito do crime. Faço uma pequena reflexão sobre a necessidade de buscarmos não só a justiça, mas a paz.
O mister da advocacia tem se tornado temerário e atividade de risco, quanto à segurança e integridade física dos Advogados. O quadro é alarmante e desesperador, pois são inúmeras as notícias de boletins de ocorrência, representações e queixas crime, ofertadas por colegas profissionais que sofrem tentativas de homicídios e ameaças de toda ordem, em razão do seu exercício profissional. É evidente que temos assistido  vidas de colegas sendo ceifadas por uma única razão, atuar ao interesse do seu constituinte. O advogado vive situações de tensão, de litígios. Ao mesmo tempo em que o advogado é um pacificador social, para buscar a justiça,  ele tem que ser  combativo na defesa dos interesses dos clientes.
A classe está de luto. É inaceitável que a advocacia tenha se tornado uma atividade de risco.Quando um profissional sofre um atentado contra a integridade física, todos advogados são atingidos.A realidade da violência tem se revelado cada vez mais cruel e assustadora, duramente sentida por toda população brasileira e cotidianamente estampada pela mídia. A vida e a dignidade das pessoas   são continuamente violadas. O assunto é urgente, não pode ser descuidado, nem deixado para depois. Requer a atenção e a participação de todos.Precisamos pensar  sobre o seu significado e as suas causas para encontrar saídas condizentes com a dignidade humana e a ordem democrática.
Como tarefa coletiva, necessita da atenção e dos esforços de todos, de acordo com os diversos graus de competência e responsabilidade. É possível, sim, superar a violência e alcançar a paz construindo uma cultura de paz. O presidente da Ordem dos Advogados Subseção São Paulo (OAB-SP), Marcos da Costa,  que esteve na noite dessa quinta (21) em um  ato pela paz em Presidente Venceslau, em homenagem ao advogado Nilson Mônico, classificou a morte do  colega como um atentado à dignidade e à Justiça : “A morte se deu por conta do exercício exemplar da advocacia, ou seja, um verdadeiro atentado à dignidade e a própria Justiça. Mais do que o envolvimento da classe, há o envolvimento de toda a sociedade” declarou ao site G1. Frisou que a morte de um advogado não vai cessar a busca pela Justiça. “Aquele que busca, através de ceifar a vida de um advogado, obstruir a Justiça tem que saber que, tombado um advogado, mil se levantarão e farão com que a Justiça seja realizada”. Faço minha as suas palavras Presidente.

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