21 Sep 2019

Publicado em Fabio Picarelli
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A pobreza e a consequente luta pela sobrevivência degrada tanto o meio ambiente quanto o luxo e a riqueza dos povos desenvolvidos. Ambos os extremos são perniciosos. Portanto, é necessário que se compreenda que a questão ambiental é, antes de tudo, uma questão social. Toda ação que busca a igualdade social de oportunidades, a democracia e a liberdade é uma ação ambientalmente sustentável. Quem encara a dinâmica ambiental apenas como uma questão técnica, come-te um erro irreparável.
O mercado tem uma lógica própria. O capital sempre avança sobre o mundo natural. Essa é uma regra. Ao implementá-la, o mercado quebra a lógica ambiental, pois não leva em conta a finitude dos recursos naturais, a capacidade suporte da localidade, o equilíbrio milenar das cadeias alimentares envolvidas, a fragilidade dos componentes vitais dos ecossistemas e outras leis naturais. Aqui cabe a mão do gestor público. Políticas públicas adequadas e resposta às necessidades locais. Observância das leis e participação da comunidade.
Estamos diante da seguinte equação: como crescer sem destruir? Como compatibilizar crescimento econômico e equilíbrio ambiental? Essa é a equação que se coloca para a humanidade. Para as cidades do futuro.  Como a humanidade pode crescer poupando os sistemas ambientais? Não só preservar, mas também melhorar o que ao longo da humanidade se destruiu! Tem sido uma preocupação refletir sobre este tema em várias cidades do país. Santo André tem buscado dar respostas a estas indagações.
A economia é uma invenção humana; o homem é uma invenção da natureza. Mais que isso: o ser humano é a parte pensante da natureza. Assim, é sua a opção de conservar ou degradar; deixar viver ou retirar a vida; manter ou extinguir uma espécie. Dessa forma, a sustentabilidade é, antes de tudo, uma opção:  cresceremos destruindo ou preservando? A resposta é óbvia: preservando! Mas como gerar emprego nessas regiões? Como manter o público local próximo de suas residências para trabalhar?
A política ambiental e de desenvolvimento urbano que desejamos para Santo André é de clara opção moral:  pela vida, pela ética, por meio de governança transparente e pelo desenvolvimento sustentável que reafirma a importância capital de todos os cidadãos andreenses. Mas gerar emprego é imperativo para alcançarmos este objetivo. O que dizer de locais como Paranapiacaba e Parque Andreense? É um grande desafio para a gestão atual. Se houver uma coordenação entre o poder público, comunidade local e setor privado certamente encontrarão saídas interessantes. Turismo, Logística e Tecnologia podem ser respostas interessantes. O certo é que um governo que entende a pauta da Sustentabilidade e do Meio Ambiente deve estar presente em todas as ações, visando elevar nosso potencial econômico, social e cultural.

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